SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS – SPDA

Além de proteger a edificação contra os efeitos das descargas atmosféricas locais, o sistema permite o funcionamento correto dos protetores contra surtos de tensão (DPS’S) provenientes da rede elétrica, provocados por manobras, descargas atmosféricas na rede etc. Permite também o aterramento adequado das caixas de montagem dos quadros elétricos, carcaças de equipamentos e peças metálicas em geral; permitindo o correto funcionamento dos relés diferenciais (DR’S), fundamentais para proteger as pessoas de choques elétricos e evitar perda de energia por fuga de corrente.

O SPDA não impede a ocorrência das descargas atmosféricas, nem assegura proteção absoluta, mas reduz de forma significativa os riscos e danos devido a elas.

O sistema de SPDA utilizado com eficiência nas edificações é baseado no princípio da gaiola de Faraday que, de certa forma, envolve a edificação, fazendo com que não haja diferença de potencial de um ponto para outro. Se não temos diferença de potencial não temos corrente elétrica, consequentemente não temos danos em decorrência dela.

A gaiola é composta de malha de captação, descidas e malha de aterramento. Temos também uma caixa com um barramento de equipotencialização (BEP), que é o ponto de partida dos cabos de aterramento dos equipamentos internos. A este BEP estão interligados o neutro da rede elétrica, a malha de aterramento do SPDA e as cordoalhas do cabo telefônico e de TV.

Em edifícios comerciais, com grande fluxo de pessoas, é obrigatório por Norma, o sistema de SPDA NIVEL II, com eficiência esperada de 90 a 95%.

Em paiol de pólvora, depósitos de combustíveis, depósitos de gases e outros materiais explosivos, o sistema deve ter eficiência maior.